Minha historia com a belíiiissima Aline Castro começou na época que organizávamos o Congresso da Felicidade.
A Aline surgiu numa de nossas reuniões. No primeiro momento fui com a cara dela. Mas, depois, tivemos novos encontros e comecei a sentir uma energia estranha entre nós duas. Chamo isso de rejeição, implicância, ciúmes, disputa de poder.. Sei lá, um monte de coisas que depois soubemos quais eram lá na Índia durante nossa convivência.
Como estávamos organizando um evento sobre autoconhecimento e felicidade, como poderiam duas integrantes não praticarem o que queriam espalhar no mundo, certo? Assim eu pensei. Nossa, se existe algo entre eu e essa garota preciso transmutar agora. E comecei a fazer chama violeta a distância entre eu e ela pra dissolver essa energia ruim que impedia de nos aproximarmos.
Aconteceu o Congresso e ainda não fluía.
Após o Congresso a Caroline convidou todos nós, integrantes, para passarmos uma semana na Fazenda Olaria maravilhosa dela. Nesse ponto eu já estava me sentindo muito desconfortável com a Aline e pensei: Jesuiiiisssss uma semana dormindo e acordando com ela? Como vai ser possível? Mas, de novo minha consciência não se dava por vencida sobre sentir isso por alguém e ignorar. Prestes a desistir de ir, me coloquei na linha e disse pra mim mesma, vai e resolve!
Fui….

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Na época estava lendo o livro do Prem Baba Propósito e lá ele fala em alguma parte, sobre se reconciliar com pessoas olhando profundamente nos olhos dessa pessoa em silêncio. Pensei: Lá, vou criar essa oportunidade e fazer essa prática pra ver no que dar.
Um dia fomos todos a uma cachoeira da fazenda. Sentei numa pedra no meio da água e observei a Aline que estava fazendo massagem na Caroline bem na minha frente e então mentalmente falei pra ela vir onde eu estava… Deu certo! Quando ela acabou a massagem as duas vieram e sentaram perto de mim. Na hora que ela sentou eu perguntei: Aline você me permite olhar nos seus olhos em silêncio por um momento? Ela disse: Sim! Então em silêncio olhei com todo amor que eu podia e comecei fazer mentalmente Hoponopono : Sinto muito, me perdoe, sou grata, eu te amo. Depois de alguns minutos meu chakra cardíaco começou a vibrar e foi liberando algo, até as lágrimas escorrerem dos meus olhos. Até que o coração parou de vibrar, e nos abraçamos. Importante! Quando fazíamos essa prática, ela me contou depois, que também fez hoponopono naquele momento.
Não precisamos conversar sobre nada, só sei que do nada, acabou o mal estar, nos aproximamos e a sintonia começou.

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Ela já estava com a passagem pra Índia comprada e eu também.
E então, foi quando aquele meu curso na Oneness tinha sido cancelado e ela me convidou pra ir a Dharamsala e o tal casamento em Jaipur.
Em janeiro, após meu grupo ir embora, nos encontramos em Delhi. Foi tudo muito natural. Cheguei e ela já estava no quarto, passeamos pela cidade e conversávamos com a intimidade de quem se conhece há anos e tem uma amizade sólida. Desde o começo tivemos intimidade. Muito louco isso!!! Não dá pra entender com a mente, a mágica do coração.
E então começamos a saber quem éramos.. porque até então só sabíamos que éramos coaches.
Somos duas 4 do eneagrama, duas coléricas-melancólicas, duas vata-pita… aqui já começamos a observar um espelho imenso entre nós duas. Historia de vida, origem, perfis de pai, mãe, carreira, casamento, comportamento profissional, como somos detalhistas, chatas, cri-cris, coisas que só nós duas entendíamos e dizíamos: Você também é assim???
Foi muito divertido encontrar alguém quase igual a mim e observar de fora.
Ora nos amávamos, ora nos detestávamos… foi de fato um casamento.
Pude viver a vida de casada comigo mesma por dois meses. Dividíamos o mesmo micro espaço de um hotel, a mesma cama, banheiro, transportes e milhões de experiências que vivemos.
Aprendi muito com a marida. Ela viajava com uma micro mala e tinha tudo ali dentro, até agora me pergunto como cabia tanta coisa numa mala tão pequena. A marida trouxe nessa mala: serviço de lavanderia, salão de beleza, academia de ginástica, cozinha equipada, cafeteria, 06 sapatos!!! Ah! Detalhe, ela também é eletricista!
Foi um espetáculo para meu bolso, porque até então eu comia sempre fora, mandava lavar roupas e já estava ficando enjoada de curry.
Salvou minha morada na Índia, transformando nosso quarto num verdadeiro lar.

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À noite, antes dela tampar o ouvido e nós duas colocarmos nosso tapa-olho, conversávamos como um casal e ríamos muito trocando figurinhas dos processos, trocando sessões de coaching, chorando as pitangas ou simplesmente falando do nosso mascote o Ganeshinha. Nosso rato de estimação que surgiu no hotel.
Um dia acordo com Aline gritando, eu pergunto: O que foi? Acho que tem um rato no quarto… What??? Kkkkk… E agora?
Vou falar com o mafioso.. Esse é o recepcionista do hotel que recebeu esse apelido carinhoso porque tem aparência de um mafioso, mas ele é um amor de pessoa. Chego para o tal mafioso e digo: Sir, There is a mouse in our bedroom.. ele responde: Oooh it’s a very good sign of luck. It’s Ganesha! Por isso virou Ganeshinha. Volto para o quarto e conto isso pra Aline e digo: E agora? Eu falei: Eu não mato, você mata? Eu não! Então não há nada a fazer. Ok.. dormimos assim.
Dia seguinte estamos tomando nosso café da manhã na nossa cozinha equipada e quando olho no cantinho da parede o Ganeshinha querendo sair do quarto. Aline o rato quer sair!!! Não se mexe… Ao falar Ganesha corre de volta pra debaixo da cama. Combinamos de ficar em silêncio. Lá vem Ganesha de novo! Ele me vê me mexendo e de novo corre pra deixo da cama.. na terceira tentativa dele sair do quarto, na metade do caminho ele para e me olha nos olhos. Juro que ele me olhou e então foi amor a primeira vista, me apaixonei de fato pelo rato que tinha o olhar mais indefeso da face da historia, e então eu disse mentalmente, vai meu amor, pode ir que eu não vou te fazer mal e ele foi!!!! Ele era um rato tipo ratinho de filme da Disney, uma coisa fofa. Nunca nos fez mal e nunca tocou em nossa comida. Estou achando até agora que era Ganesha mesmo rs. Junta isso e mais a minha careca e vão achar que enlouqueci de vez kkkkkk.

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Tivemos muitas dessas histórias para contar para os netos, que aliás, a Aline me incentivava a escrever e postar, porque eu dizia, ai que preguiça de facebook e instagram, daí a marida falava, mas você precisa compartilhar suas experiências pra inspirar as pessoas. Acabei vendo as postagens por esse lado e descobri uma escritora dentro de mim. Estou amando contar pra vocês essas experiências.
Um dia caímos no conto da massagem numa clínica de panchakarma, lá vamos nós e o funcionário da clínica numa moto, simmm nós 3 numa moto, e não tinha onde eu colocar meu pé porque eu estava atrás. Aonde coloquei? Em cima da perna da Aline, lá vamos nos três e uma perna pendurada em cima da moto, claro que a polícia nos parou, estou rindo aqui só de escrever.
Chegando na massagem, Jesuiiiiis me acuda, vou mesmo deitar nessa cama??? Ok, vou, já estou aqui, mas algo me dizia que não ía gostar. Saímos as duas com as costas queimadas de tão quente que era o óleo e a mulher nos dava quase uma surra pra aplicar kkkkk. Aline ficou até com casquinha nas costas.
Tivemos a aventura de moto nos Himalaias, corrida de tarado em Delhi, congelamento em Dharamsala, dança pra krishna, teatro péssimo e nada a ver num templo Hare Krishna, domingão num parque com farofa, viagem terrestre de avião (o avião andou mais ou menos uma meia hora até decidir decolar kkkkk), 7 horas dentro de um tuktuk pra chegar num templo e a fila ser tão quilométrica que a gente desistiu, andei que nem o Forest Gamp com ela até ficar quase torta, sim a mulher anda mais que homem da cobra kkkkk, tínhamos um banheiro tão fedorento no quarto que usamos todos os incensos disponíveis na índia pra tirar aquele cheiro, tínhamos um cobertor vermelho na cama que a Aline amava (SQN) e todo dia de manhã ela dizia: Eca amanheci colada no cobertor! kkkk, eu pensava: Quando essa menina vai se acostumar com esse cobertor nojento kkkk.
Ela precisava de 6 horas de sono e eu de 10. Ela pensava: Nossa como essa menina dorme! E Eu pensava: Gente essa menina não dorme nunca não? Kkkkk
Me matando de rir só de lembrar.

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Foram muitos momentos bons e outros muitos difíceis, tipo quando a Camila minha amiga chegou… Abafa o caso! Mas com ela, pude perceber que é possível ter um casamento gostoso, mas só foi possível porque nós duas trabalhamos sobre nossa própria psicologia e ninguém culpava ninguém.
Exemplo disso eram que durante nossas DR’s muitas vezes nos dávamos conta que ela parecia minha mãe, meu ex marido e eu, o pai dela. Daí você já viu a gente tendo que olhar a criança ferida, o passado e lidar com as projeções, no agora, com muita vontade de curar. Foi uma benção, apesar de as vezes sermos ríspidas uma com a outra.
Ah! Não posso deixar de dizer que eu comia chapati no quarto feito por ela, com direito a sun flower, que fiquei viciada por causa dela, mas ela nunca comia minhas tapiocas. Detesto o cheiro de tapioca, dizia! Ok. Minha vingança foi viciá-la em mel kkkk.
No final a marida me trocou por um marido kkk e eu me transformei na mãe dela. Aline que horas você volta, Aline estou preocupada, Aline, Aline, Aline….kkkk até que ela me disse que esse papel não era meu e reaprendi a ficar sem ela e voltar pra minha vida de solteira antes de dormir. Aproveitei pra ficar na cama as minhas 10 horas sonhadas rs.
Foram momentos inesquecíveis, muitas risadas, abraços, acolhimento e acima de tudo parceria. Sem ela acho que não teria sido o que foi. Ela me fez sentir em casa, segura e em família durante esses 03 meses num lugar onde tudo era muito diferente.

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Encerramos nossa viagem juntas novamente num hotel 5 estrelas, simmmmm, em Delhi isso é possível, com um jantar delicioso e com toda gratidão do mundo e acima de tudo com uma amizade que promete ser pra vida inteira.