Já reparou quantas vezes nos olhamos no espelho por dia? Quem nunca passou por uma vitrine e ficou olhando seu próprio reflexo?

Olhar para si e se reconhecer é tão antigo quanto o mundo. Todo mundo tem essa necessidade e precisa se identificar com o que vê.

Por isso a imagem e autoimagem são tão poderosas ferramentas de autoconhecimento.

Quando paramos para nos olhar uma reação acontece e iniciamos um processo de pensamentos, sentimentos e ações a respeito do que vemos. O que vemos normalmente é o que estamos acostumados a reconhecer e o fato de nos identificarmos com essa imagem todos os dias, nos da segurança de quem somos e o que somos. Muitas vezes o que vemos esta filtrado de acordo com nosso sistema de crenças. É a nossa ótica sobre nós mesmos.

No processo de construção da verdadeira imagem precisamos nos libertar de todos os paradigmas que ditam que existe um modelo de imagem ideal. Temos ali diante do espelho um momento para olhar para nós mesmos com compaixão e com vontade de descobrir nossa verdadeira essência. Nos desnudar mesmo.

O que somos de verdade? Ou melhor quem somos de verdade? Quais máscaras vestimos todos os dias e fortalecemos com uma identidade visual? Porque o processo de se vestir, não veste apenas a nudez, veste a singularidade de nossa alma dando forma a uma personalidade identificada.

Com o que queremos nos identificar?

Por meio da imagem podemos nos dar conta de quem estamos sendo e também por meio dela podemos exercitar ser quem queremos ser.

A imagem sempre vai trazer pra dentro um novo comportamento que se transformará numa competência. Como se nos convencêssemos diariamente de quem somos. Esse é um processo de construção cognitiva de um novo padrão.

Então é preciso olhar para nossa imagem com amor, respeito e curiosidade. Prestar atenção em quem somos de verdade, por meio da aparência trazer essa imagem de forma tangível e consciente para o mundo para então irmos abrindo mão de uma identidade inconsciente para experimentar diferentes versões de nos mesmos de forma mais livre e flexível.

#autoconhecimento

Andrea Roque Neiva