Hoje falo de caminho espiritual, inspirada no satsang do amado Prem Baba, o qual contou um pouco do seu caminho.
Pois bem… todo mundo escolhendo ou não segue um caminho de evolução no que costumo chamar de dança Cósmica. Prem Baba chama de jogo cósmico. Um teatro Divino da vida que serve para nos despertar a consciência.
Nessa dança ou teatro, todos temos os nossos papéis.
Meu papel é Andréa Roque Neiva, atualmente coach que atua no despertar para o autoconhecimento das pessoas. Mas já fui consultora de imagem, dona de casa, estudante, criança “cavilosa” como dizia minha amada vó Cotinha, se referindo ao fato de eu inventar muita moda rs…
Nasci numa família normal e comum, exceto pelo fato de ter pais espiritualizados, quando o normal na nossa sociedade era ser católico. Estudei numa escola de freiras católicas, mas tinha uma mãe espírita, às vezes da umbanda… cansei de conversar com os preto velhos, que me davam como lição de casa tomar banho de rosas, sal grosso e ervas 🌿.
Minha mãe respondia minhas perguntas por que nasci, pra onde vou quando morrer, com a naturalidade de quem fala de algo muito conhecido. Karma, reencarnação, energias, auto psicologia era tema toda quarta à noite na minha casa.
Meu pai por outro lado amava o mar, as cachoeiras e reverenciava a vida com muita energia e otimismo e com um lema que martelava diariamente no meu ouvido. Coloque-se no lugar dos outros e não faça pra ninguém o que não gostaria que fizessem pra você. Me ensinou a empatia desde cedo.
Eu nasci cheia de modas, rebeldias e vivia sendo contida nas ideias 💡 estranhas para aquela época.
No tal colégio de freiras eu era “danada”, mas amava as aulas de religião e quando tinham os retiros do colégio sempre ia feliz e gostava de ficar em silêncio. Rezar era uma diversão.
Quando olho pra traz percebo que nasci com o desejo da espiritualidade muito aguçado e graças aos pais que tive isso nunca morreu dentro de mim.
Conheci meu ex marido aos 18 anos e com ele tive acesso ao meu primeiro Bhagavad Gita entre outros livros 📚 que sempre me deram a impressão que eu já tinha vivido a espiritualidade da Índia (agora, aqui, tenho absoluta certeza!). Esses livros me levaram aos estudos do ocultismo e escolas iniciáticas. Experimentei a Gnose e com a sede de quem busca um caminho espiritual pela primeira vez, virei uma fanática daquelas bem chatas que querem converter todo mundo. Da gnose fui parar num falso tarado 👀 guru, que graças a minha denúncia foi expulso do Brasil. Então, depois de viver o esoterismo teórico fanático, mas com conhecimentos valiosos, virei uma espécie de rebelde esotérica e tudo que era proibido 🚫 porque dava Karma, era isso que eu fazia. Se deu Karma ou não, até hoje não sei, porque como não tinha meu senso interno como meu aliado, vivia a vida com meus medos, carências e claro, tinha sofrimentos que achava que eram normais. Vivia a vida totalmente na tal da roda do samsara, ou seja, uma vida horizontal e cheia de crenças.
Até que, cansada, perdida e confusa fui parar numa taróloga fantástica, né Anna Beatriz? Que me disse: Você precisa urgente resgatar sua espiritualidade e fazer uma limpeza no seu campo energético.
Me indicou o famoso Jayme, que não só limpou meu campo, como me convidou pra participar de um grupo não fanático e não cheio de regras, da Grande Fraternidade Branca. O Jayme virou um dos meus melhores amigos, daquelas almas irmãs que te impulsionam na vida para um caminho edificante.
Nesse grupo aprendi milhões de ferramentas que me ajudaram a começar de verdade meu caminho espiritual.
Li uma tonelada de livros, fui em 600 retiros, fiz milhões de horas de mantras, novenas, dezenas, centenas, acendi 599 velas, 1k de decretos de luz e 789 perguntas para minha essência… esses números são todos brincadeiras pra deixar o assunto mais leve.
O tal do Jayme tinha horror que achassem que ele era um guru e afirmava todas as vezes que tínhamos o encontro semanal: as respostas estão dentro de vocês, a Sua Divina Presença é o seu guru.
Isso foi um dos melhores ensinamentos que tive na vida, porque a partir dessa premissa o trabalho era colocar um olho fora pra me auto observar e outro dentro pra me conectar com algo maior.
Invocava pra que essa sintonia viesse. Shiva, Arcanjo Miguel, Kuan Yin, Jesus, Saint Germaint e quem eu sentia em meu coração e dependendo da situação.
Ao longo de mais de dez anos nesse caminho experimental e não teórico, minha vida mudou completamente. Já morri e renasci muitas vezes nessa vida como Andréa mesmo. Quando olho pra traz parece que vivi muitas encarnações numa só. E sigo o meu caminho sem parar.
Como disse o Prem Baba hoje, “nosso desafio é deixar de tomar o irreal como real”.
Não importa aonde a gente vá, o que a mente traz, ou quais irrealidades nos distraem. O importante é manter o foco no Divino, e pra isso podemos cantar 🎶 devocionalmente para invocar nosso Sagrado e voltar pra realidade, que é ficar na Presença.
Porque por mais que minha vida tenha mudado, e hoje eu tenha refinado minha existência, ainda há muito pra fazer e percorrer. Mas andamos em passos ritmados por dois tempos, assim como o bater do coração. Por isso, sem pressa e com constância chegamos lá. O importante é fazer, seguir e viver com o coração ❤ se abrindo para o Amor. Se entregar pra vida, pra existência e pra servir a Luz com fé.
Com amor ❤ tudo fica mais fácil, doce e gentil.
Com fé tudo fica mais seguro e fácil de compreender e aceitar.
Namastê 🙏